Software Proprietário

Software proprietário carrega um estigma muito forte, que na verdade tem relação com a maldade ou controle excessivo cometido as vezes pelos produtores/vendedores do software. 

Muitas das reclamações que eu vejo são que não se pode alterar um software/produto proprietario. Na verdade até pode, engenharia reversa, jailbreak ou modchips provam isso. O complicado é quando se faz isso e exige-se suporte da empresa, ou quando se é processado pela empresa por fazer isso.   

Outro argumento é que a empresa já ganha muito dinheiro com isso, então é a obrigação dela. Não é. Quem cuida do interesse comum é o governo e não as empresas (que por definição cuida do interesse de seus acionistas ). 

Você sempre tem a opção de não comprar, não usar ou etc. Talvez eu não devesse mandar currículo a uma empresa que só aceita currículos em formato MS-Office, e eu não tenho office e não gosto de office,  ao invés de escrever um manifesto para ela usar open-office. 

Eu comprei um kinect, e um amigo desesperado disse que eu não podia usar ele no Linux. Ainda bem, porque para usa-lô eu precisaria que:

  • houvesse drivers
  • houvesse suporte do gerenciador dos janelas
  • houvesse suporte do software/aplicativo final
  • houvesse tempo para compilar e acertar os detalhes

 Ou então desenvolver, cujo eu não tenho o minimo de interesse agora. Fica a dica de quem já trabalhou com visão computacional, com duas cameras infra e um emissor infra da para fazer algo bem legal (eventualmente mais barato) e livre no sentido que se quiser.

No fim eu talvez possa resumir dessa forma:

Não se pode agradar a gregos e troianos.